A Viagem da Oliveira
UMA VIAGEM ATRAVÉS DO TEMPO
Cada lugar tem uma história. A nossa começou muito antes de nós.
Muito antes de Monte das Louzeiras ter um nome, esta terra já contava histórias.
Histórias escritas nos troncos das oliveiras, na terra seca do Alentejo e nas mãos de gerações que a cultivaram.
Durante séculos, as pessoas viveram aqui ao ritmo das estações. Plantaram, colheram, partilharam alimentos, fizeram vinho e prensaram azeitonas, transformando-as no azeite dourado que fazia parte da vida quotidiana.
Algumas árvores atravessaram gerações.
Algumas paisagens quase não mudaram.
E algumas tradições passaram de umas mãos para outras.
Monte das Louzeiras viria a tornar-se mais um capítulo desta história.
Mas, para compreender onde estamos hoje, temos de viajar muito mais atrás no tempo.
A nossa viagem começa com a oliveira.
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UMA HISTÓRIA COM MILHARES DE ANOS
A Oliveira — Enraizada na História
Muito antes de existirem fronteiras, marcas ou agricultura moderna, a oliveira já fazia parte da vida mediterrânica.
A sua história remonta a milhares de anos no Mediterrâneo Oriental. À medida que os povos viajavam, comerciavam e se estabeleciam ao longo da costa, a oliveira cultivada avançava para oeste com eles. Os comerciantes fenícios ajudaram a levar este conhecimento através do Mediterrâneo, enquanto os Romanos expandiram mais tarde o cultivo da oliveira por toda a Península Ibérica.
Em Portugal, a oliveira encontrou uma paisagem onde conseguiu resistir.
O sol, os solos pobres, os longos verões secos e gerações de cuidado humano criaram uma cultura em que a oliveira se tornou muito mais do que uma simples cultura agrícola.
Tornou-se alimento.
Tornou-se luz.
Tornou-se medicina e cuidado.
Tornou-se riqueza.
E, acima de tudo, tornou-se um símbolo de resistência.
Algumas oliveiras que ainda hoje existem em Portugal atravessaram reinos, guerras e inúmeras gerações — e continuam a dar fruto.
Para compreender o Alentejo, é preciso compreender a oliveira.
GUARDIÕES DO TEMPO
As Oliveiras Antigas do Monte das Louzeiras
As oliveiras do Monte das Louzeiras estão aqui há mais de quatro séculos.
Os seus troncos carregam as marcas do tempo. As suas raízes mergulham profundamente na terra seca do Alentejo, enquanto os seus ramos regressam, estação após estação, à luz, ao vento e ao fruto.
Viram gerações chegar e partir.
Anos de abundância. Anos de dificuldade. Verões de calor. Invernos de chuva.
E, ainda assim, permanecem.
No nosso parque, estas árvores são muito mais do que parte da paisagem. São guardiãs silenciosas da memória — testemunhas vivas da história deste lugar.
Aqui, o passado não desaparece. Continua a crescer.
MOLDADA PELA TERRA
Uma Paisagem a que Chamamos Casa
O Monte das Louzeiras situa-se junto à Serra de Adiça, perto de Vale de Vargo, no concelho de Serpa.
À nossa volta, as oliveiras acompanham as ondulações das colinas, desenhando linhas sobre a terra vermelha sob o longo sol do Alentejo.
Há gerações que esta paisagem é moldada pelos mesmos elementos — solos secos, luz, vento, paciência e pelas mãos de quem trabalha a terra.
É uma paisagem com a qual acordamos, na qual trabalhamos e que vemos mudar a cada estação.
E, no entanto, por baixo dessas mudanças, algo permanece.
Para nós, a história da oliveira é também a história de casa.
UMA HISTÓRIA TRANSMITIDA DE GERAÇÃO EM GERAÇÃO
De Mão em Mão
Durante séculos, a apanha da azeitona foi feita à mão.
As pessoas passavam de árvore em árvore, recolhendo o fruto lentamente, estação após estação, aprendendo com a terra e com aqueles que vieram antes delas.
O conhecimento não era escrito. Era transmitido através dos gestos, dos hábitos e do ritmo do trabalho.
Quando colher. Como cuidar da árvore. Como ler o tempo. Como reconhecer o momento certo.
Cada geração recebeu algo da anterior — e acrescentou a sua própria experiência.
O que uma geração aprendeu com a terra, a seguinte levou consigo.
OURO LÍQUIDO
Muito Mais do que Azeite
Durante séculos, o azeite foi um dos tesouros discretos da vida mediterrânica.
Alimentou famílias, iluminou casas, cuidou do corpo e tornou-se parte de rituais, remédios e gestos do quotidiano.
No Alentejo, nunca foi apenas um produto.
Foi o resultado de paciência, estações, trabalho e terra — colhido da árvore, extraído do fruto e partilhado à mesa.
Uma simples gota levava consigo o sabor de um lugar, o trabalho de muitas mãos e a memória de gerações.
Talvez seja por isso que o azeite sempre foi muito mais do que alimento.
UMA GOTA. TODA A HISTÓRIA.
O Início da Gota
Quando começámos a produzir o nosso próprio azeite, queríamos criar mais do que uma garrafa.
Queríamos guardar a história por detrás dele — a terra, a oliveira, as pessoas e a história que moldou esta região ao longo de séculos.
Essa ideia tornou-se Gota.
A gota tornou-se o símbolo central da marca, enquanto o rótulo se inspirava na arquitetura histórica de Serpa — ligando diretamente o produto ao lugar de onde vinha.
A Gota nunca foi pensada apenas como azeite.
Foi criada como uma forma de levar consigo um pedaço desta paisagem, da sua cultura e da sua memória para além do Alentejo.
Uma gota. Toda a história.
UMA HISTÓRIA EM MOVIMENTO
O Filme Gota
Para contar a história da Gota, quisemos ir além das palavras e dos rótulos.
O filme tornou-se uma viagem através do olival — através do movimento, da paisagem, da colheita e da memória.
Uma bailarina move-se entre as oliveiras, apanha o fruto à mão e acompanha o ritmo da terra.
As imagens ligam o passado ao presente: a oliveira antiga, a mão humana, a paisagem do Alentejo e a transformação do fruto em algo precioso.
Foi a nossa forma de dar voz à história sem explicar demasiado.
Uma viagem através do tempo, contada através do movimento, da luz e da oliveira.
DE SERPA PARA O MUNDO
A Gota Viaja Para Além do Alentejo
O que começou em Serpa depressa viajou muito para além do Alentejo.
A Gota foi apresentada em feiras, exposições e eventos em cidades da Europa, do Médio Oriente, da Ásia e da América do Sul.
De Lisboa, Paris e Colónia a Zurique, Dubai, Riade, Xangai, Tóquio, Macau e Brasil, a garrafa levava consigo muito mais do que azeite.
Levava consigo a imagem de Serpa, a paisagem do Alentejo e a história por detrás de cada gota.
Para nós, estas viagens nunca foram apenas uma forma de apresentar um produto.
Eram uma forma de partilhar o lugar de onde ele vinha.
De um pequeno lugar no Alentejo, uma gota viajou muito longe.
UMA NOVA LINGUAGEM VISUAL
Da Gota à ML
À medida que a história do nosso azeite evoluiu, também evoluiu a sua identidade visual.
Com a ML, quisemos criar um design mais leve, mais contemporâneo e mais refinado — sem perder a ligação profunda ao Monte das Louzeiras e ao Alentejo.
O padrão das garrafas foi inspirado nos tradicionais azulejos portugueses — uma linguagem visual que já fazia parte da forma como nos apresentávamos em feiras e exposições. Entre as linhas finas e os ornamentos surgiam pequenos pontos dourados. Eram azeitonas — um detalhe discreto que ligava novamente o design ao fruto, à terra e ao início da história.
O resultado foi uma garrafa que levava Portugal no seu padrão, a oliveira nos seus detalhes e Monte das Louzeiras na sua identidade. Em 2017, o ML Olive Oil Extra Virgin recebeu o iF Design Award pela sua embalagem.
Um novo capítulo no design — ainda enraizado na mesma terra.
UM SÍMBOLO DE RENOVAÇÃO
Da ML ao Pavão
O design ML acompanhou-nos até depois da pandemia. Depois surgiu um novo capítulo — marcado pela mudança, pela dificuldade e pela renovação.
Após a pandemia, e depois de um período de muitas transformações, decidi continuar com o design do pavão. Para nós, o pavão tornou-se um símbolo de permanência e renovação.
Hóspedes de todo o mundo chegam ao Monte das Louzeiras e ficam muitas vezes encantados com os pavões e com a sensação de oásis que encontram aqui.
O pavão simboliza beleza duradoura, orgulho e dignidade. Reflete algo daquilo por que este lugar passou. Caímos profundamente, mas voltámos a erguer-nos. Sacudimos o pó e as cinzas e abrimos as asas — e os braços — ao que era novo.
Com este novo símbolo, Monte das Louzeiras tornou-se mais do que uma identidade de marca. Tornou-se um símbolo de resiliência, hospitalidade e transformação.
Das cinzas, um novo capítulo abriu as suas asas.
DA ÁRVORE À PELE
Um Ritual de Cuidado
O azeite sempre foi muito mais do que alimento. Ao longo de gerações, foi também utilizado para nutrir e cuidar da pele — valorizado pela sua riqueza, suavidade e qualidades naturais de proteção.
Essa tradição tornou-se também parte da nossa própria história. No Monte das Louzeiras, o azeite encontrou igualmente o seu lugar nos nossos produtos cosméticos, incluindo cuidados de pele e after-sun inspirados pela luz intensa e pelos longos verões do Alentejo.
One fruit. Many ways of caring. Um fruto. Muitas formas de cuidar.
RAÍZES PARA O FUTURO
Adote uma Oliveira
As oliveiras antigas do Monte das Louzeiras fazem parte desta paisagem há séculos.
Sobreviveram à seca, ao calor, às tempestades e a gerações de mudança. Hoje, preservar estas árvores tornou-se parte da nossa responsabilidade para com o futuro.
A ideia da adoção de uma oliveira nasceu de um pensamento simples: se estas árvores carregaram tanta história durante tanto tempo, talvez o seu futuro também possa ser partilhado.
Ao adotar uma oliveira, os hóspedes passam a criar uma ligação com uma parte viva do Monte das Louzeiras. Não apenas de forma simbólica, mas através de uma árvore que continua a crescer, a dar fruto e a fazer parte desta paisagem.
É uma forma de proteger o antigo olival, ao mesmo tempo que se cria um vínculo pessoal entre as pessoas e este lugar.
Adotar uma oliveira é tornar-se parte da sua história — e ajudar a levá-la em frente.
A HISTÓRIA CONTINUA
Enraizadas no Passado. A Crescer para o Futuro.
A história da oliveira no Monte das Louzeiras começou muito antes de nós — moldada pelo tempo, pelo clima e pela persistência silenciosa da terra.
O nosso papel não é possuir essa história, mas cuidar dela, protegê-la e levá-la adiante.
Através do olival, das nossas criações e das pessoas que passam a fazer parte deste lugar, essa história continua a crescer.